Conheça a função e prepare a sua candidatura.
A Engenharia Sem Fronteiras (ESF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Médio em Hidráulica e Gestão de Recursos Hídricos (M/F).
Contexto
Engenharia Sem Fronteiras (ESF) é uma Organização Não Governamental de Desenvolvimento constituída no ano1991 e que trabalha em Moçambique desde o ano 2006. Atualmente está-se a desenvolver o projecto Melhoria da segurança alimentar e do Direito Humano à Água e ao Saneamento da população de Inhambane, através do empoderamento das mulheres rurais.
As linhas que tem sido trabalhadasnas nossas ações são infraestrutura de água e saneamento, promoção da higiene, soberania alimentar, igualdade de gênero e fortalecimento institucional na Província de Inhambane em geral e no Distrito de Funhalouro em particular.
A ESF está a precisar dum (a) especialista em Água, Saneamento e Higiene (ASH) dentro do marco do projeto de cooperaçãodesenvolvido atualmente.
O projeto tem dois eixos de intervenção:
- Impulsar a igualdade de gênero, a autonomia e o empoderamento das mulheres rurais da Província de Inhambane;
- Aumentar as capacidades de gestão dos recursos hídricos e de produção agrícolade maneira eficiente, justa e equitativa no distrito de Funhalouro.
A metodologia que tem sido utilizada na promoção da igualdade de gênero e a seguinte:
- Introdução e implementação do enfoque de género(EGSA-Estratégia de Gênero no Sector Agrário) no desenvolvimento local por meio do fortalecimento das capacidades das Autoridades Locais (SDAE -Serviço Distrital de Actividades Económicas) e dos movimentos camponeses da Província;
- Sensibilização à população local para a promoção da liderança pública e política da mulher camponesa nas comunidades da província de Inhambane.
A metodologia que tem sido utilizada para a gestão dos recursos hídricose a produção agrícolanas comunidades é a seguinte:
- O Serviço Distrital de Planificação e Infraestrutura de Funhalouro recebe o Manifesto de Interesse de parte da comunidade na qual apontam que precisam de uma fonte de água operacional; posteriormente a SDPI conjuntamente com a UNAC e a ESF analisam o pedido e visitam a comunidade;
- Realiza-se o Diagnostico Rural Participativo (DRP) na comunidade, onde estudam-se todos os fatores relacionados com a água, o saneamento e a parte agrícola da comunidade;
- Analisa-se os pontos susceptível de ter água suficiente, escolhe-se o melhor e é construído o furo com bomba manual;
- Depois de ter sido finalizada a mesma, forma-se o Comité de Agua (CdA) e as (os) promotoras (es) agropecuárias(os).
O CdA é um grupo de homens e mulheres da comunidade, onde as mulheres devem compor um mínimo de 40% de presença dentro do CdA e pelo menos uma delas em posição de liderança) que tem a responsabilidade de gerir o funcionamento e manutenção da fonte de água, recolher contribuições económicas dos usuários, prestações de contas, sensibilização à comunidade em termos de higiene e saúde e fazer encontros periódicos para o bom funcionamento do próprio CdA e da fonte de água.
As promotoras/es agropecuários são membros da comunidade que foram formados para melhorar as práticas agropecuárias otimizando o uso dos recursos disponíveis, concretamente as práticas tradicionais para lutar contra as pragas, conservação de sementes, agricultura de conservação, optimização no uso das zonas baixas, acompanhamento e assessoramento dos(as) camponeses(as) para preparação do terreno e conservação do excedente. Na componente pecuária, manipulação de alimentos, reprodução e higiene dos recém-nascidos.
- Analisa-se a situação de higiene e saneamento nas comunidades, para depois desenhar e implementar um plano com ações de promoção do saneamento e das prácticas higiênicas com o objectivo de reduzir as doenças hídricas;
- Além, a UNAC faz acompanhamento mensal das atividades dos CdA e da Promoção Agropecuária realizando encontros nas comunidades que têm sido beneficiárias com fontes de água.
Responsabilidades Específicas
- Identificar e analisar a situação das comunidades de trabalho do Distrito de Funhalouro e desenhar as actividades de promoção da higiene e o saneamento;
- Implementar as ações de água, saneamento e higiene nas comunidades de trabalho (capacitações, sensibilizações, monitorias e acompanhamentos);
- Liderar formações de comités de água nas comunidades beneficiárias;
- Supervisão de obras hidráulicas no local, fiscalização rigorosa das obras hidráulicas durante o processo de Estudos Geofísicos, Perfuração, Ensaios de caudal e outros, e Montagem das Bombas;
- Elaboração diária de livros de obras, fichas técnicas e relatórios técnicos;
- Apoiar a Equipa Técnica no terreno naquilo que seja preciso e coordenar para a realizaçãodas visitas de monitoria às comunidades escolhidas;
- Realizar seguimento do trabalho de campo com os comités de água nas comunidades para a implementação de conteúdos das formações de gestão e manutenção da fonte;
- Coletar e analisar os resultados obtidos durante as monitorias e formaçõesdentro das comunidades, para a realização dos relatórios;
- Apoiar e acompanhar à equipe técnica do projecto, para implementar um processo de transformação social nas comunidades de trabalho, através de ações de educação popular, para a promoção da igualdade de género e os direitos das mulheres.
Requisitos
Imprescindíveis
- Técnico/a Médio/a em Hidráulica e Gestão de Recursos Hídricos. (Demonstrável);
- Experiência mínima de trabalho de dois (2) anos em projectos de água e saneamento em âmbito rural em Moçambique como Técnico/a de Aguas e Fiscal de Obras Hídricas tais como Fontes de Agua (Demonstrável);
- Conhecimentos básicos de hidrogeologia, recolha de dados com uso de GPS, uniformização e processamento desses dados;
- Conhecimentos básicos das principais tecnologias usadas em abastecimentos de água em comunidades rurais em Moçambique: bomba manual Afridev e similares, bomba de corda e represas;
- Conhecimento específico de técnicas de promoção de higiene e saneamento, incluindo SANTOLIC, a serem aplicáveis em contextos rurais isolados;
- Conhecimentos de informática na óptica do utilizador (Excel, Word, etc.);
- Falar as línguas Português e Xitswa (demonstrável) fluentemente;
- Capacidade de trabalho em grupo;
- Ter boa capacidade de comunicação seja oral ou escrita;
- Ter carta de condução para motorizada. (demonstrável).
Valoráveis
- Conhecimentos da Lei Nacional de Águas vigente em Moçambique;
- Conhecimentos do Manual de Implementação de Projectos de Água Rural (MIPAR);
- Interesse e comprometimento com igualdade de gênero e conhecimento de factores que determinam desigualdade de gênero nas zonas rurais;
- Conhecimentos das boas prácticas higiênicas no âmbito doméstico;
- Conhecimentos suficientes de língua inglesa para poder ler documentos técnicos;
- Ser natural da Província de Inhambane e ter trabalhado nos distritos interiores da mesma (Panda, Mabote e/ou Funhalouro);
- Capacidade de adaptação no contexto rural de Moçambique e trabalho com camponeses (as);
- Autonomia, responsabilidade, dinamismo, criatividade E atitude positiva virada à solução dos constrangimentos;
- Bom relacionamento interpessoal;
- Boa capacidade de organização e método de trabalho;
- Capacidade de trabalho sob pressão;
- Capacidade de elaboração de relatórios de qualidade;
- Flexibilidade e capacidade para gerir diversas tarefas simultaneamente.
Condições
- Incorporação: Imediata;
- Remuneração: Salário competitivo segundo as tabelas de ESF e segundo as qualificações e experiência da pessoa.
- Duração: Contrato de 1 ano, com possibilidade de renovação;
- Local de trabalho: Cidade de Inhambane com frequentes deslocamentos ao distrito de Funhalouro e esporadicamente a outros distritos da Provínciade Inhambane e a Maputo cidade;
- Horário de trabalho: de 08:00 a 16:00 de segunda a sexta, com intervalo de 30minutos para o almoço.
Exigências
- Curriculum Vitae, incluindo a sua disponibilidade.
Nota: As pessoas pre-selecionadas serão contatadas para uma entrevista pessoal na cidade de Inhambane depois de ter fechado o processo de analise das candidaturas.
Duração: O(A) Técnico/a Médio/a em Hidráulica e Gestão de Recursos Hídricos temdisponibilidade para começar no mês dejaneiro de 2024 e o contrato tem duração de 1 ano, com período probatório de 3 meses.
Depende de: Coordenadora de ESF em Inhambane.
Supervisiona: A equipa técnica do projecto.
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