Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD)
FAMOD
A presente consultoria enquadra-se no projecto Melhorar as políticas municipais para pessoas com deficiência em Maputo – Fase 2, o qual tem como objectivo geral “Contribuir para o Direito à Cidade e à Saúde em Maputo, promovendo a acessibilidade universal para as pessoas com deficiência, para aumentar a sua autonomia, não discriminação e igualdade”.
https://drive.google.com/file/d/1yIJunqv2flald2ruTMT-vzkJrQUfVfyv/view?usp=sharing
Contratação de Serviços de Consultoria para Coordenação, Acompanhamento e Sistematização dos Encontros do Grupo de Trabalho (GT) de Inclusão e Acessibilidade da CDSS, bem como Facilitação de Workshop de Intercâmbio com o IMPD.
A presente actividade enquadra-se no projecto Melhorar as políticas municipais para pessoas com deficiência em Maputo – Fase 2, o qual tem como objectivo geral “Contribuir para o Direito à Cidade e à Saúde em Maputo, promovendo a acessibilidade universal para as pessoas com deficiência, para aumentar a sua autonomia, não discriminação e igualdade”.
O projecto, executado pela medicusmundi, em colaboração com o Conselho Municipal de Maputo e o Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), desenvolverá uma política municipal transversal, consolidará as capacidades de detecção, resposta e acompanhamento de adultos e crianças na rede sanitária, em torno do Centro de Saúde de Xipamanine; e realizará acções de advocacia e sensibilização para melhorar a sua qualidade de vida.
A nível mais específico, o projecto procura fortalecer as capacidades institucionais do município e da sociedade civil, promovendo a definição e implementação de políticas, estratégias e acções concretas que fomentem a inclusão e acessibilidade. Esta abordagem revela-se particularmente relevante num contexto em que, apesar dos avanços normativos, persistem limitações estruturais que dificultam a participação plena das pessoas com deficiência na vida social, económica e política da cidade.
Com efeito, a Cidade de Maputo enfrenta desafios significativos relacionados com a existência de barreiras físicas (infraestruturas não acessíveis), barreiras comunicacionais (falta de informação acessível), bem como barreiras sociais e institucionais, frequentemente associadas a estigmas e práticas discriminatórias. Estas limitações comprometem o exercício pleno da cidadania e o acesso equitativo a serviços essenciais, incluindo saúde, educação e protecção social.
Neste contexto, o Grupo de Trabalho (GT) de Inclusão e Acessibilidade da CDSS assume um papel estratégico como mecanismo de coordenação multissectorial, reunindo actores do governo local, organizações da sociedade civil e representantes das pessoas com deficiência. A dinamização regular deste espaço permite promover o diálogo estruturado, a partilha de experiências e a construção conjunta de soluções orientadas para a inclusão.
Paralelamente, o projecto aposta na valorização de experiências internacionais de referência, destacando-se a colaboração com o Instituto Municipal de Pessoas com Deficiência de Barcelona (IMPD), cuja actuação em políticas municipais inclusivas constitui uma boa prática reconhecida a nível internacional. A realização de um workshop de intercâmbio técnico permitirá adaptar abordagens inovadoras ao contexto local, reforçando a qualidade das propostas a serem desenvolvidas.
Neste contexto, será realizada a contratação de uma consultoria, por parte do FAMOD, com o objectivo de apoiar no alcance dos objectivos do projecto, através do reforço dos mecanismos de coordenação, da sistematização de evidências e da elaboração da primeira proposta de Política Municipal de Inclusão e Acessibilidade para a Cidade de Maputo, promovendo uma governação local mais inclusiva, responsiva e orientada para resultados sustentáveis.
1.1. Objectivo Geral
1.2. Objectivos Específicos
No âmbito da presente consultoria, a entidade a ser contratada será responsável por assegurar a coordenação técnica, facilitação metodológica e sistematização dos processos associados ao funcionamento do GT de Inclusão e Acessibilidade da CDSS, bem como pela dinamização de um espaço de intercâmbio técnico com o IMPD.
Para o efeito, a consultoria deverá desenvolver as seguintes actividades estruturadas:
2.1. Coordenação e Facilitação dos Encontros do GT
2.2. Acompanhamento Técnico e Metodológico
2.3. Sistematização e Produção de Conhecimento
2.4. Organização e Facilitação do Workshop de Intercâmbio com o IMPD
2.5. Apoio à Elaboração da Proposta de Política Municipal
No âmbito da presente consultoria, a entidade contratada deverá produzir e submeter os seguintes produtos / entregáveis, garantindo qualidade técnica, rigor metodológico e alinhamento com os objectivos do projecto e as orientações da CDSS:
3.1. Plano de Trabalho Detalhado e Cronograma
Documento inicial a ser submetido no arranque da consultoria, contendo:
Este documento servirá como instrumento orientador da implementação da consultoria e deverá ser validado pela equipa do projecto.
3.2. Relatórios dos Encontros Quadrimestrais do GT
Relatórios técnicos a serem produzidos após cada encontro do Grupo de Trabalho, contendo:
Os relatórios deverão reflectir de forma clara e estruturada os contributos dos e das participantes e servir de base para a continuidade do processo.
3.3. Relatório do Workshop de Intercâmbio com o IMPD
Documento técnico que sistematiza o workshop realizado com o IMPD, incluindo:
Este relatório deverá evidenciar o valor acrescentado do intercâmbio internacional para o processo local.
3.4. Documento de Sistematização das Discussões e Recomendações
Documento consolidado que integre os principais resultados de todo o processo, incluindo:
Este documento deverá servir como base técnica para a formulação da política municipal.
3.5. Primeira Proposta da Postura Municipal de Inclusão e Acessibilidade
Documento estruturante que constitui o principal resultado da consultoria, contendo:
A proposta deverá ser construída de forma participativa, incorporando os contributos dos diferentes actores envolvidos, e deverá apresentar qualidade técnica suficiente para posterior validação institucional e adopção por parte do Conselho Municipal.
A presente consultoria deverá adoptar uma abordagem metodológica integrada, participativa e orientada para resultados, assegurando a qualidade técnica dos processos e a efectiva inclusão dos diferentes actores envolvidos, com especial foco nas pessoas com deficiência.
A metodologia a ser utilizada deverá assentar nos seguintes princípios e abordagens:
4.1. Abordagem Participativa e Multissectorial
O processo deverá garantir o envolvimento activo e contínuo dos membros do GT de Inclusão e Acessibilidade da CDSS, incluindo representantes do governo municipal, sociedade civil e organizações de pessoas com deficiência.
Será promovido um ambiente de diálogo inclusivo, assegurando a valorização de diferentes perspectivas e a construção conjunta de soluções.
4.2. Abordagem Baseada em Direitos Humanos e Abordagem Interseccional
Todas as actividades deverão ser orientadas por uma perspectiva de Direitos Humanos, reconhecendo as pessoas com deficiência como sujeitos de direitos e não como beneficiários passivos. Da mesma forma, o trabalho incorporará uma abordagem interseccional, tendo especialmente em conta as pessoas com deficiência e as mulheres, garantindo a sua participação nas diferentes actividades e considerando as suas necessidades.
A metodologia deverá estar alinhada com os princípios de igualdade, não-discriminação, participação e inclusão, promovendo a equidade no acesso a serviços e oportunidades.
4.3. Facilitação Técnica Estruturada
Os encontros e actividades deverão ser conduzidos com base em metodologias participativas estruturadas, tais como:
Estas abordagens deverão permitir a recolha sistemática de contributos e a construção progressiva de consensos.
4.4. Sistematização e Gestão de Conhecimento
A consultoria deverá garantir a documentação contínua e organizada de todo o processo, assegurando:
4.5. Integração de Boas Práticas Internacionais
Será promovida a incorporação de experiências e boas práticas internacionais, com destaque para a colaboração com o IMPD.
As lições aprendidas deverão ser adaptadas ao contexto local, respeitando as especificidades institucionais, culturais e sociais da Cidade de Maputo.
4.6. Validação Progressiva e Iterativa
A construção da proposta da Postura Municipal de Inclusão e Acessibilidade deverá ocorrer de forma gradual e iterativa, com momentos regulares de validação junto dos actores-chave. Este processo permitirá garantir apropriação institucional, legitimidade e qualidade técnica do documento final.
4.7. Orientação para Resultados e Sustentabilidade
A metodologia deverá estar orientada para a obtenção de resultados concretos e sustentáveis, assegurando que os produtos desenvolvidos sejam aplicáveis, relevantes e alinhados com as necessidades reais da Cidade de Maputo, contribuindo para o fortalecimento da governação local inclusiva.
A presente consultoria, a ser contratada pelo FAMOD, terá uma duração estimada de 18 meses, a contar da data de assinatura do contrato, devendo estar alinhada com o calendário de implementação do projecto Melhorar as políticas municipais para pessoas com deficiência em Maputo – Fase 2.
A execução da consultoria deverá ser organizada de forma faseada e progressiva, contemplando, de forma indicativa, as seguintes etapas:
A calendarização detalhada destas fases deverá ser apresentada no plano de trabalho da consultoria, assegurando coerência entre as actividades, os entregáveis e os prazos definidos.
Importa referir que a duração e o ritmo de implementação poderão ser ajustados em função das dinâmicas institucionais, da disponibilidade dos actores envolvidos e de eventuais constrangimentos operacionais, desde que devidamente justificados e acordados com a entidade contratante, mas não poderão ultrapassar de maneira alguma a duração do projecto, e deverão garantir a execução de todas as actividades durante este período.
A entidade consultora deverá possuir experiência relevante na área da inclusão social e dos direitos das pessoas com deficiência.
De forma geral, a entidade deverá apresentar:
Serão valorizadas experiências prévias em projectos similares e em colaboração com entidades municipais ou de cooperação internacional.
As propostas submetidas serão avaliadas com base em critérios técnicos e financeiros, garantindo a selecção da entidade com melhor capacidade para assegurar a qualidade e os resultados da consultoria.
A avaliação terá em consideração os seguintes critérios:
Apresentação de referências institucionais e evidências de trabalhos similares realizados com sucesso.
As propostas apresentadas serão avaliadas por uma equipa técnica designada pelas 3 entidades envolvidas no projecto: medicusmundi, FAMOD e CMM.
As entidades interessadas deverão submeter as suas propostas dentro do prazo estabelecido, através de correio electrónico indicado pela entidade contratante.
A proposta deverá ser composta, pelos seguintes elementos:
As propostas deverão ser redigidas em língua portuguesa. Propostas incompletas ou submetidas fora do prazo poderão não ser consideradas.
As propostas deverão ser submetidas até às 23:59 do dia 20 de Julho de 2026, através dos emails, indicando no assunto, “Consultoria Inclusão e Acessibilidade”.
O papel de consultor envolve fornecer aconselhamento especializado em várias áreas, como gestão, finanças, tecnologia, recursos humanos, entre outros. Os consultores auxiliam…

