A Saipem, empresa multinacional italiana de engenharia, perfuração e construção, tem uma presença estratégica em Moçambique, especialmente na Bacia do Rovuma, atuando tanto em projetos onshore como offshore.
Moçambique, com destaque para a península de Afungi (Área 1 e 4), tornou-se um fulcro da atuação regional da Saipem. A empresa lidera consórcios de grande porte, como a CCS JV com McDermott e Chiyoda, responsável pelo EPC (Engineering, Procurement & Construction) de plantas de GNL onshore, avaliadas em cerca de US$ 6–8 bilhões.
A Saipem tem fornecido serviços de perfuração com seu drillship Saipem 12000 no campo Coral Sul (Area 4), retomando atividades estratégicas após pausas causadas pela COVID‑19. Além disso, recebeu contratos de manutenção por cerca de US$ 150 milhões para apoiar o FLNG Coral Sul .
A presença da Saipem em Moçambique faz parte de uma estratégia mais ampla de transição energética: a empresa alia inovação tecnológica ao compromisso com sustentabilidade e capacitação da força de trabalho local. Isso inclui iniciativas em Cabo Delgado, como programas de formação profissional firmados em MoU com instituições locais.Depois de suspensões em 2021 por razões de segurança, os projetos retomaram em 2023–2024 com foco ampliado em reassentamento e medidas humanitárias, conforme relatado por Alexandre Puliti, CEO da Saipem, reforçando o compromisso com as comunidades locais e o respeito pelos direitos humanos