A JustaPaz – Centro de Transformação de Conflitos, Governação e Direitos Humanos está a contratar serviços de consultoria para a avaliação do projecto “Fortalecimento do desenvolvimento da comunidade por meio do empoderamento da mulher e rapariga”, implementado nas províncias de Inhambane, Sofala e Maputo.
Termos de Referência:
Consulte o documento completo dos Termos de Referência através do seguinte link:
Ver Termos de Referência em PDF.
A JustaPaz – Centro de Transformação de Conflitos, Governação e Direitos Humanos é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) moçambicana sem fins lucrativos e apartidária, com o objetivo de contribuir para a edificação da paz, respeito pelos direitos humanos e boa governação. Com sede em Maputo, a JustaPaz foi formalmente reconhecida como entidade jurídica de direito privado em 2007.
Ao longo da sua existência, a JustaPaz implementou inúmeros projectos em quase todas províncias do país e operou em estreita parceria com várias instituições públicas de nível central e local para além de organizações da sociedade civil, bem como organizações da base comunitária e religiosa.
Endereço: Av Herois Moçambicanos, 115. Matola – Hanhane.
Telefone: 875724245
As mulheres e raparigas Moçambicana não têm gozado plenamente dos seus direitos em decorrência de uma conjugação de inúmeros factores desde culturais, políticos, económicos e ambientais. É consciente deste facto que através do seu Plano Quinquenal, o Governo de Moçambique se propõe a desenvolver um conjunto de acções que concorram para a promoção da igualdade de género e o combate aos males que contribuem para a não realização plena dos direitos daquele segmento populacional.
A título exemplificativo, um dos males que o governo de Moçambique se propõe a combater, são as uniões prematuras que afectam as raparigas. E esta pretensão governamental, resulta da compreensão de que, no país, o número de menores envolvidas em uniões prematuras é extremamente alto. A este respeito, dados da UNICEF (2025) indicam que cerca de 48% das mulheres em Moçambique com idades entre os 20 e os 24 anos já foram casadas ou estiveram em uma situação de união antes dos 18 anos e 14% antes dos 15 anos.
As uniões prematuras para além de prejudicar o direito que as meninas têm de escolher o seu cônjuge de forma consciente, também prejudicam a possibilidade de pleno usufruto do direito a educação, bem como expõem as raparigas a situações como gravidezes precoces e indesejadas e a doenças sexualmente transmissíveis.
O projecto fortalecimento do desenvolvimento da comunidade por meio do empoderamento da mulher e rapariga, implementado pela JustaPaz, entre 1 de Setembro de 2024 a 31 de Agosto de 2027, financiado pela Evangelisches Werk für Diakonie und Entwicklung Brot für die Welt (BfdW), tem como objectivo geral – “Contribuir para o empoderamento da mulher e rapariga na realização dos seus direitos à participação política, à educação e à renda”.
A concretização deste objectivo é traduzido em 3 objectivos especificos em que cada um representa uma componente do projecto, nomeadamente:
Os direitos das mulheres e raparigas são promovidos pelos orgãos locais (conselhos consultivos, tribunais comunitarios e lideranças religiosas).
As actividades ligadas a este objectivo especifico são implementados nos distritos de Jangamo, Funhalouro e Mabote na província de Inhambane e têm como grupos alvos, os membros dos conselhos consultivos distritais, juízes dos tribunais comunitários e lideres religiosos.
Os três grupo alvos benefiaciam, numa base anual, de duas sessões de troca de experiências onde temas como suas competência e a sua ligação com a promoção dos direitos da mulheres e raparigas são discutidas. Com a realização das retromencionadas sessões, alguns dos produtos que se esperava obter se traduziam em:
Mulheres e raparigas são melhor emponderadas na defesa dos seus direitos.
As meninas organizados em clubes de raparigas funcionando em escolas secundárias e básicas dos distritos anteriormente mencionados, para além de Chibabava e Buzi em Sofala, beneficiam de acções de troca de experiências, formações e debates que concorrem para a obtenção, dos seguintes produtos:
Sociedade civil e o governo cooperam construtivamente na implementação e monitoria das recomendações da UPR.
As acções deste objectivo são implementadas a 3 níveis nomeadamente: Local, Nacional e Internacional e concorrem para a obtenção dos seguintes produtos:
As acções referentes ao aobjectivo especifico 3 são implementadas em Maputo.
Esta é a primeira avaliação externa do Projecto, no entanto, o sistema de monitoria e avaliação (M&A) interno foi operacionalizado desde o início, com relatórios regulares de progresso submetidos à BfdW em conformidade com o preconizado no convénio.
O Convénio de Cooperação celebrado entre a JustaPaz e a BfdW estabelece a obrigatoriedade de avaliações externas no âmbito do projecto, em conformidade com os critérios do CAD da OCDE e com os “Requisitos para a realização de avaliações de projectos” da BfdW. Os planos de implementação resultantes da avaliação e acordados com a BfdW são obrigatórias para a organização parceira.
A JustaPaz pretende utilizar os resultados desta avaliação para:
Os resultados da avaliação serão partilhados com a BfdW, com todos parceiros e beneficiários do projecto sob formato adequado a cada audiência. A BfdW reserva-se o direito de partilhar a avaliação com outras entidades financiadoras, nos termos do convénio.
A avaliação cobre o período integral de implementação do Projecto até 30 de Novembro de 2026 em todos locais onde o mesmo é implementado e anteriormente indicados. Na avaliação serão analisadas todas as componentes do projecto, os respectivos objectivos específicos, realização das metas dos indicadores, incluindo os processos de gestão, controlo interno e parceria institucional.
A avaliação deve incorporar transversalmente uma perspectiva de género e considerar o impacto diferenciado do projecto sobre grupos com necessidades específicas.
Para assegurar a qualidade exigida pelo doador, a avalição terá que ser feita à luz dos criterios CAD, nomeadamente, a relevância, a coeêencia, a eficácia, a eficiência, o impacto e sustentabilidade do projecto.
O quadro abaixo, expelha as perguntas específicas que a avalição irá buscar responder. Importa, porém, sublinhar que não foram colocadas de forma independente questões relativas a coerência, em virtude de as respostas que serão produzidas nos restantes critérios CAD permitirem aferir o nível de coerência do projecto em avaliação.
Para além dos criterios acima, a avaliação deverá considerar os temas transversais do doador, nomeadamente Gênero, Impacto ambiental e inclusão. Assim, a avaliação deverá responder, dentre outras, a perguntas como: (1) Qual é o efeito da intervenção avaliada sobre mulheres, homens e pessoas com deficiência, e (2) Até que ponto as atividades avaliadas contribuem para a proteção e preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
O(A) avaliador(a) é livre de propor a abordagem metodológica que considerar mais adequada para responder às perguntas-chave, devendo fundamentar a sua proposta na metodologia submetida. A avaliação deve, em todo o caso, cumprir os seguintes requisitos mínimos:
A avaliação não deve exceder 8 semanas (2 meses) a contar da data de assinatura do contrato. O cronograma indicativo abaixo pode ser ajustado pelo(a) avaliador(a) na proposta, desde que os prazos máximos sejam respeitados.
O(A) avaliador(a) deverá entregar os seguintes produtos, em língua portuguesa:
A submeter no prazo máximo de 5 dias úteis após a assinatura do contrato. Deve incluir: compreensão do contexto e dos objectivos da avaliação; perguntas de avaliação priorizadas com justificação; metodologia detalhada com protocolo ético; plano de trabalho e cronograma detalhado; instrumentos de recolha de dados; e plano de amostragem. Requer aprovação da JustaPaz antes do início do trabalho de campo.
Rascunho completo do relatório final a submeter para comentários da JustaPaz e da BfdW.
Documento completo incorporando todos os comentários. Requisitos formais: extensão máxima de 50 páginas (excluindo anexos); formato Word editável (docx) e PDF; língua portuguesa. Estrutura mínima do sumário executivo (máx. 5 páginas) contendo a introdução, metodologia, resultados, conclusões, recomendações hierarquizadas e lições aprendidas. O sumário executivo deve ser autónomo e adequado para divulgação independente.
Documento separado em formato de tabela, com as recomendações da avaliação, a resposta da JustaPaz, as acções de implementação propostas, os responsáveis, os prazos e os indicadores de verificação. Uma vez acordado com a BfdW, este plano torna-se vinculante para a JustaPaz
Apresentação em PowerPoint dos principais resultados e recomendações para utilização em workshops de disseminação com a equipa da JustaPaz, parceiros e representantes da BfdW.
A avaliação pode ser conduzida por um(a) avaliador(a) individual ou por uma pequena equipa. A constituição de uma equipa mista (com pelo menos uma mulher com experiência em género e VBG) é fortemente recomendada. O(A) consultor(a) líder deve reunir as seguintes qualificações:
As propostas devem ser submetidas em formato digital (PDF e Word), em língua portuguesa, para
justapaz@justapaz.org.mz
até ao dia 11 de Outubro de 2026. Propostas incompletas ou submetidas fora do prazo serão excluídas.
Prazo de Submissão:
11 de Outubro de 2026
Formato:
PDF + Word, enviados por correio electrónico
Endereço de Envio:
justapaz@justapaz.org.mz
Termos de Referência completos:
Consultar/baixar os Termos de Referência em PDF
Esclarecimentos:
Por escrito para o endereço acima, até 2 dias antes do fim do prazo de submissão
As propostas serão avaliadas com base nos seguintes critérios ponderados. Propostas que não atinjam a pontuação mínima em qualquer dos critérios serão excluídas antes da análise da proposta financeira.
A JustaPaz reserva-se o direito de convidar os(as) candidatos(as) pré-selecionados(as) para uma entrevista de clarificação. A decisão final de adjudicação será comunicada por escrito.
O papel de consultor envolve fornecer aconselhamento especializado em várias áreas, como gestão, finanças, tecnologia, recursos humanos, entre outros. Os consultores auxiliam…

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